Apple ameaça remover Facebook e Google do iPhone – entenda

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Foto/Reprodução - iPhone.
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Ao anunciar o iOS 14 a gigante Apple assustou a indústria dos anúncios online, mostrando diversos mecanismos que seriam adicionados ao sistema para limitar a coleta de dados dos usuários e melhorar o controle sobre a privacidade de dados, de forma muito mais agressiva do que o de costume. Entre esses recursos, dois levantaram grande preocupação de empresas como o Facebook: Apps teriam uma página na App Store explicitamente alertando sobre a coleta de dados, e o usuário poderia proibir aplicativos de usar dados de fontes externas, como outros apps ou o navegador, como parte de sua coleta de informações.

No entanto, com o lançamento oficial do iOS 14, a Maçã decidiu adiar indeterminadamente a chegada desses recursos. Outras ferramentas de privacidade foram adicionadas, porém, nada comparada às técnicas que foram anunciadas antes do lançamento. Para muitos analistas, isso teria sido resultado de reclamações abertas pela Google e Facebook acusando a empresa de monopólio sobre a plataforma de apps do iPhone, e apontando que as medidas de privacidade causariam prejuízos enormes para seu modelo de negócio.

O controle de dados no iOS já é extremamente eficiente, e os aplicativos possuem limitações severas que impedem a execução em segundo plano e coleta excessiva de dados. Na verdade, configurar o iPhone nos ajustes de privacidade e depois instalar uma VPN brasileira com app nativo já é o suficiente para eliminar quase que por completo a coleta de dados através do smartphone. Mas a possibilidade prometida de controlar o rastreamento dos apps, e a aparente desistência após pressão do Facebook, deixou os usuários preocupados. Mas, agora, a Apple esclareceu seu posicionamento, e lançou uma bomba para seus concorrentes. 

Craig Federighi esclarece e ameaça da Apple

Na última terça-feira, na conferência europeia de privacidade e segurança digital, evento que aglomera as principais personalidades da indústria da tecnologia e diversos órgãos de regulamentação, o vice-presidente de engenharia de software da Apple, Craig Federighi, fez uma apresentação explorando o novo recurso anti-rastreamento do iOS e atacando empresas como a Google.

O executivo confirmou que o novo recurso estará disponível em 2021, e que todos os apps serão obrigados a adotar e respeitar a decisão do usuário. Apps que não implementarem o novo recurso, ou não responderem adequadamente, serão removidos da App Store – incluindo o Facebook e Google. Para Craig, “essas empresas gostariam que esse recurso jamais existisse”, criticando o modelo de negócios baseado na coleta de dados.

A ameaça de remoção dos apps foi lançada, no entanto, muitos questionam se aplicativos grandes como o Google Maps ou WhatsApp seriam de fato removidos, já que a inconveniência para os usuários seria tão grande que impactaria as vendas e percepção pública do iPhone. Recentemente, a Apple removeu a conta de desenvolvedor da Epic Games, eliminando o popular jogo Fortnite do iPhone, em uma briga quanto às regras de monetização da App Store.

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Preocupação com os usuários ou monopólio do iPhone?

Foto/Reprodução - iPhone.
Foto/Reprodução – iPhone. Fonte: Pexels.

Embora os recursos de privacidade tenham sido bem recebidos pelos usuários, críticos à Apple apontam que cada vez mais a empresa limita os desenvolvedores que desejam publicar aplicativos e serviços em sua loja digital. Diferentemente do Android, onde aplicativos podem ser instalados via pacotes APK ou lojas de terceiros, no iPhone apenas a App Store da Apple pode distribuir aplicativos.

Para mitigar algumas das críticas, a empresa de Cupertino tem tomado medidas como redução da taxa de venda de apps de 30% para 15%, flexibilização nas licenças, e maior velocidade na publicação de apps. Mas ainda assim, muitas empresas estão descontentes,  a Spotify processou a Apple, e outras como Facebook, Amazon e Google entraram na justiça Norte-Americana e da União Europeia acusando a Maçã de comportamento anticompetitivo e monopólio.

Em sua defesa, a empresa afirma que os limites impostos aos apps protegem a segurança do ecossistema iOS, facilitam o consumo dos usuários, impedem a pirataria e garantem compatibilidade com seus dispositivos. Ainda não há conclusão definitiva, e nem boas previsões, quanto ao parecer dos governos quanto ao tema, mas é possível que a Apple seja obrigada a permitir aplicativos de outras fontes de terceiros, assim como a Microsoft teve sua atividade limitada em território Europeu para diminuir o monopólio do Windows.

E você, consegue imaginar o iPhone sem aplicativos Google ou Facebook? E seria preferível manter a App Store ou baixar aplicativos de outras fontes? Precisaremos aguardar o desfecho na justiça na nova batalha de privacidade e controle digital. Entenda também como a Apple e Samsung poderão se unir.

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